MPF acusa ex-prefeito de Sítio Novo de sacar R$ 45 mil da conta da prefeitura sem prestar contas.

O ex-prefeito do município de Sítio Novo do Tocantins, extremo norte do Tocantins, Antônio Jair de Abreu Farias (PMDB), está sendo alvo de ação civil acionada pelo Ministério Público do Tocantins (MPE). O MPF afirma que o ex-prefeito, quando era gestor do município, sacou a quantia de R$ 45 mil da conta da prefeitura, durante o processo eleitoral e não prestou conta da destinação do recurso.

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Segundo o Ministério Público, o dinheiro foi sacado em 29 de setembro, na época em que o então gestor se encontrava em período de campanha eleitoral dando apoio à candidatura de seu sobrinho, Alexandre Farias (SD), ao cargo de prefeito de Sítio Novo, que foi eleito e sucedeu o Antônio na prefeitura. 

A Promotoria de Justiça do Tocantins conseguiu identificar a transação suspeita porque havia requisitado às agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal de Augustinópolis que comunicassem os saques, agendamentos e transferências bancárias realizados no período eleitoral. A iniciativa visava coibir a compra de votos, segundo explicou o promotor Elizon de Sousa Medrado, autor da Ação Civil Pública.
O saque bancário de R$ 45 mil foi realizado pelo então secretário municipal de Finanças de Sítio Novo, Jânio Warlley Rego Coelho, por determinação do prefeito. De Augustinópolis até chegar a Sítio Novo, o dinheiro passou por quatro emissários. Ao final, foi entregue a Antônio Jair de Abreu Farias, segundo conta a denúncia do Ministério Público.

Pagamento de garis.
Um dos envolvidos teria alegado ao Ministério Público que o valor sacado destinava-se ao pagamento de salário dos garis do município. Porém, a maior parte desses profissionais foi paga por meio de depósito em conta corrente. Outros receberam em espécie, mas o total de seus salários é inferior aos R$ 45 mil. Os recibos apresentados, referentes a esses pagamentos, também não contam com assinaturas nem dos funcionários, nem do prefeito.
Antônio Jair de Abreu Farias é acusado de enriquecimento ilícito. Pelo ato, pode ser condenado a ressarcir o dano causado ao erário e pagar multa civil equivalente a três vezes o valor acrescido ilicitamente ao patrimônio, além de perder eventual função pública que esteja exercendo, ter os direitos políticos suspensos e ficar proibido de efetuar contratos com o poder público e receber incentivos fiscais e de crédito.
O Ministério Público Estadual também pede que seja concedida liminar determinando o bloqueio de bens do ex-prefeito no valor de R$ 45 mil, a fim de evitar a dilapidação de seu patrimônio e garantir o ressarcimento do dano causado ao erário.
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